Na quinta-feira, 22 de janeiro, a jornalista filipina Frenchie Cumpio foi condenada por financiar terrorismo, após quase seis anos de encarceramento. A decisão ocorre em um contexto de crescente preocupação internacional, com organizações não governamentais e a relatora da ONU denunciando o caso como uma ‘farsa da Justiça’. A juíza impôs uma pena de até 18 anos de prisão, agravada por acusações anteriores envolvendo posse de armas.
Cumpio, de 26 anos, e sua ex-colega Marielle Domequil foram detidas em fevereiro de 2020, inicialmente sob a acusação de posse de uma pistola e uma granada. Mais de um ano depois, as duas enfrentaram novas acusações de financiamento do terrorismo, que podem resultar em penas de até 40 anos. A situação tem atraído a atenção de defensores dos direitos humanos, incluindo a Fundação Clooney para a Justiça, que questionou a lentidão do processo judicial e os repetidos adiamentos.
A relatora especial da ONU, Irene Khan, alertou que as acusações contra Cumpio podem ser uma retaliação por seu trabalho jornalístico. Essa condenação levanta sérias questões sobre a liberdade de expressão nas Filipinas e o uso do sistema legal para intimidar jornalistas. O desdobramento do caso poderá influenciar o debate sobre direitos humanos e liberdade de imprensa no país, que enfrenta desafios significativos nesse campo.

