O banco JPMorgan revelou que a estratégia de dividendos do Bradesco pode ter um impacto negativo no seu retorno. Se o banco tivesse capitalizado os dividendos pagos entre 2021 e 2024, seu patrimônio líquido tangível poderia ter alcançado R$ 88 bilhões, em vez dos atuais R$ 34 bilhões. Esta análise foi divulgada em 8 de janeiro de 2026, em meio a um contexto de avaliação das práticas financeiras da instituição.
Os analistas destacam que, ao reter R$ 36 bilhões em dividendos, o Bradesco não apenas aumentaria seu patrimônio, mas também aceleraria a utilização de ativos fiscais diferidos, que são créditos tributários acumulados. A estimativa é de que essa mudança poderia gerar cerca de R$ 2 bilhões adicionais em margem financeira líquida em 2025, aumentando o índice de capital principal e aproximando o lucro líquido do banco de R$ 30 bilhões.
Entretanto, o JPMorgan observa que o alto estoque de ativos fiscais é um peso para a rentabilidade atual do Bradesco. A ativação gradual desses ativos poderia transformar esse cenário, criando um ciclo virtuoso de crescimento. A recomendação do banco permanece neutra, com um preço-alvo de R$ 19 para as ações do Bradesco, indicando que a gestão do capital e a comunicação com investidores são cruciais para o futuro da instituição.

