Um juiz federal em Nova York decidiu que não possui autoridade para nomear um monitor que assegure a divulgação dos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein, conforme solicitado por dois membros do Congresso. O juiz Paul A. Engelmayer declarou que os deputados Ro Khanna e Thomas Massie, coautores da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, não têm legitimidade para intervir no caso. A decisão ocorre em um contexto em que apenas uma fração dos documentos esperados foi liberada até o momento.
Os parlamentares afirmaram que a lentidão na divulgação dos mais de 2 milhões de documentos identificados como materiais de investigação está em desacordo com a nova lei sancionada pelo presidente Donald Trump. Engelmayer reconheceu que as preocupações levantadas pelos legisladores são significativas, mas ressaltou a falta de base legal para suas intervenções. Ele enfatizou que o Departamento de Justiça deve ser responsabilizado, embora não possa forçá-lo a agir mais rapidamente.
Maxwell, que cumpre pena de 20 anos por tráfico sexual, está no centro das investigações que envolvem Epstein, que morreu em 2019. O juiz recebeu apoio de sobreviventes que expressaram descontentamento com a morosidade na liberação dos arquivos. A situação levanta questões sobre a eficácia da supervisão legislativa e o cumprimento da lei por parte das autoridades.

