Em uma decisão significativa, um juiz federal dos Estados Unidos, no dia 21 de janeiro, determinou que as autoridades governamentais não podem realizar a perícia dos dispositivos eletrônicos de uma jornalista do Washington Post. Os equipamentos foram apreendidos pelo FBI durante uma investigação sobre um vazamento de informações sensíveis relacionadas à segurança nacional. O juiz, William Porter, destacou que a análise dos dispositivos deve aguardar a autorização judicial, em razão de um litígio pendente.
Os dispositivos apreendidos incluem um computador de trabalho, um laptop pessoal, um telefone e um relógio da jornalista, identificada como Hannah Natanson. Ela é conhecida por sua cobertura de notícias sobre o governo federal e havia reportado sobre cortes de empregos em Washington. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que a investigação está focada em um ex-funcionário do Pentágono, preso por supostamente levar documentos confidenciais para casa, mas garantiu que Natanson não é o alvo da apuração.
A decisão do juiz gerou reações do Washington Post, que considera a apreensão uma ameaça à liberdade de expressão e ao trabalho jornalístico. O jornal solicitou que os materiais sejam devolvidos imediatamente, argumentando que a continuidade da posse dos equipamentos prejudica a atividade da imprensa. Além disso, a situação levanta questões sobre as políticas restritivas do governo de Donald Trump em relação à mídia, que têm limitado o acesso dos jornalistas a informações e locais relevantes.

