O julgamento de três ativistas pró-democracia de Hong Kong, Chow Hang-tung, Lee Cheuk-yan e Albert Ho, está agendado para começar na próxima quinta-feira. Eles enfrentam acusações de incitar a subversão devido à organização de um memorial anual em homenagem ao massacre da Praça Tiananmen. Se condenados, os réus podem enfrentar uma pena de até 10 anos de prisão sob a lei de segurança nacional imposta por Pequim em 2020.
Este processo é considerado um dos mais significativos desde a implementação da referida lei, que tem uma taxa de condenação quase total. A legislação foi criada em resposta a protestos pró-democracia em Hong Kong e tem sido criticada por limitar a liberdade de expressão e os direitos civis na região. O caso atraiu atenção internacional, destacando a crescente repressão do governo chinês sobre dissidentes.
As implicações deste julgamento são profundas, não apenas para os réus, mas também para o futuro do ativismo em Hong Kong. O resultado poderá influenciar a disposição de outros cidadãos em se envolver em atividades semelhantes e moldar a percepção global sobre a situação dos direitos humanos na China. O mundo observa atentamente, dado o contexto de tensões políticas e sociais na região.

