Julgamento na Itália por naufrágio de barco de migrantes que matou 94

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Nesta sexta-feira (30), teve início o julgamento de seis pessoas, incluindo quatro policiais e dois funcionários da Guarda Costeira italiana, em Crotone, na região da Calábria. Eles enfrentam acusações de homicídio culposo e naufrágio por negligência, relacionados ao naufrágio de uma embarcação com migrantes que deixou 94 mortos em fevereiro de 2023. A tragédia, que ocorreu próxima à cidade de Cutro, é considerada a mais grave da Itália nos últimos dez anos.

O incidente ocorreu quando a embarcação, superlotada com pessoas oriundas de países como Afeganistão e Síria, naufragou após ter sido detectada em dificuldades por um avião da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras. Apesar dos alertas, as autoridades não realizaram a operação de resgate a tempo, resultando em uma série de falhas na comunicação e na ação das forças de segurança. Cerca de 80 sobreviventes foram resgatados, mas as autoridades estimam que mais corpos possam nunca ser encontrados.

As consequências deste julgamento podem ter um impacto significativo nas práticas de resgate marítimo e na responsabilidade das autoridades. A expectativa é que o caso leve a um escrutínio mais rigoroso das operações de busca e resgate na Itália, além de gerar discussões sobre a proteção dos direitos dos migrantes no Mediterrâneo. O desfecho do julgamento também poderá influenciar futuras políticas relacionadas à imigração e segurança marítima no país.

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