Julio Casares anunciou sua renúncia à presidência do São Paulo após uma derrota significativa no processo de impeachment no Conselho Deliberativo. A assembleia de sócios, que poderia ocorrer em até 30 dias, levantava a possibilidade de novas consequências, incluindo a perda de direitos políticos no clube por uma década. A situação se agrava com investigações em curso sobre o uso irregular de camarotes, envolvendo aliados próximos a Casares.
Em uma carta divulgada em seu perfil no Instagram, Casares se defendeu das acusações, classificando-as como baseadas em “versões frágeis” e sem provas robustas. Sua renúncia coincide com uma operação da Polícia Civil que visou seus aliados licenciados, suspeitos de envolvimento em práticas irregulares. Apesar da saída da presidência, Casares permanece entre os conselheiros do clube e ativo no ambiente esportivo.
A investigação em andamento pelo Ministério Público e pela Polícia Civil abrange alegações de gestão temerária e desvios financeiros. Durante a votação que culminou em sua renúncia, Casares optou por evitar os jornalistas e se isolou com seus advogados, demonstrando um clima de tensão. O desdobramento dessa situação poderá impactar a estrutura administrativa do clube e a confiança da torcida em sua gestão.

