Junta militar de Mianmar libera mais de 6 mil presos em anistia anual

Marcela Guimarães
Tempo: 1 min.

No último domingo (4), a junta militar de Mianmar anunciou a libertação de 6.134 prisioneiros como parte de uma anistia anual, em celebração ao dia da independência do país. O presidente em exercício da União da República de Mianmar, em um comunicado, destacou que a decisão abrange homens e mulheres que estavam cumprindo pena em diversas prisões e centros de detenção.

A anistia, segundo o Conselho Nacional de Defesa e Segurança, é justificada por motivos humanitários e de compaixão, e ocorre no contexto dos 78 anos de independência do país do domínio colonial britânico. Além dos prisioneiros locais, 52 estrangeiros também serão libertados e deportados. Esta ação se dá em um cenário de crescente repressão, após o golpe militar que interrompeu a breve experiência democrática em fevereiro de 2021.

Centenas de familiares aguardavam ansiosamente a libertação de seus entes queridos em frente à prisão de Insein, em Yangon, demonstrando a tensão social que permeia o país. A medida pode ser vista como uma tentativa da junta militar de suavizar a imagem do regime e acalmar os ânimos em um momento de crise profunda, enquanto a população continua enfrentando os impactos de um conflito civil em curso.

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