As juntas militares que governam Burkina Faso, Mali e Níger condenaram a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, realizada por forças especiais dos Estados Unidos no último sábado em Caracas. Em declaração emitida nesta quinta-feira (8), essas lideranças classificaram a ação como um “ato de agressão” contra a soberania venezuelana, enfatizando a importância das relações próximas que mantêm com o país sul-americano.
A operação resultou na prisão de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que foram transferidos para Nova York, onde enfrentam acusações de tráfico de drogas. Durante uma audiência judicial, Maduro alegou ter sido “sequestrado”, buscando contestar a legitimidade da operação. A Aliança dos Estados do Sahel, formada por Burkina Faso, Mali e Níger, manifestou sua indignação e exigiu a condenação da intervenção no cenário internacional.
Os líderes militares, que chegaram ao poder em uma sequência de golpes entre 2020 e 2023, têm relações tensas com potências ocidentais e cultivam laços com a Rússia e a Venezuela. Eles apelaram ao Conselho de Segurança da ONU para restaurar o direito internacional na Venezuela, destacando a necessidade de uma resposta global à ação militar americana. O capitão Ibrahim Traoré, líder de Burkina Faso, reiterou o compromisso da aliança em defender a soberania nacional dos países africanos.

