As taxas de juros futuras no Brasil mostraram uma queda significativa na última quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, após a indicação do Banco Central sobre um possível corte na Selic em março. O cenário se intensificou com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que revelaram uma perda líquida de 618.164 vagas formais em dezembro, superando as expectativas do mercado, que projetavam uma redução menor.
A sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a flexibilização da política monetária animou os investidores, que passaram a se posicionar em contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI). O mercado reagiu rapidamente, com a diminuição das taxas de DI para os próximos anos, refletindo a expectativa de um corte de 50 pontos-base na Selic na próxima reunião do Copom. Apesar das tensões entre Estados Unidos e Irã, que impactaram o mercado global, o foco permanece na política monetária interna.
Especialistas, como o economista André Valério e o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, destacam que a tendência de corte de juros deve continuar, com projeções indicando uma Selic em torno de 11,5% até 2026. A precificação do mercado sugere uma alta probabilidade de um ajuste de 0,50 ponto na Selic em março, com o Citi também se posicionando no mercado de juros futuros. Essa movimentação pode sinalizar um novo ciclo de afrouxamento monetário no Brasil.

