Justiça do Maranhão intervém em Turilândia após desvios na saúde

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu, na última sexta-feira, pela intervenção no município de Turilândia, após a prisão do prefeito, da vice-prefeita e de 11 vereadores, envolvidos em um esquema que desviou R$ 56 milhões da saúde pública. A decisão unânime determina a nomeação de um interventor pelo governo estadual, com prazo de 15 dias para implementação da medida, que poderá ser prorrogada por mais seis meses.

As investigações revelaram que desde 2021, o grupo utilizou empresas de fachada para fraudar licitações, lavar dinheiro e enriquecer ilicitamente. O juiz responsável pelo caso destacou que o desvio afeta diretamente a prestação de serviços essenciais, como saúde e educação, e que não há possibilidade de sucessão, já que o atual presidente da Câmara também está envolvido no esquema. O Ministério Público identificou que a maioria das licitações na cidade era fraudada, resultando em pagamentos por serviços não prestados.

A ‘Operação Tântalo’, que expôs o escândalo, levou à prisão de 21 indivíduos, incluindo o prefeito, que continua detido. O tribunal ordenou a realização de uma auditoria para avaliar a situação financeira da prefeitura, com um relatório a ser apresentado em até 100 dias. A intervenção busca restabelecer a integridade na administração municipal e garantir que os serviços públicos voltem a operar de forma eficaz.

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