Na quinta-feira, 7, o juiz André Felipe Veras de Oliveira, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, determinou a prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da Hurb. Mendes, que já respondia a um processo por furto de obras de arte, foi detido na última segunda-feira, 5, no aeroporto de Jericoacoara, utilizando documentos falsos e sem a tornozeleira eletrônica em funcionamento.
A defesa de Mendes alegou que o foco deveria ser o restabelecimento da saúde do ex-CEO, que já havia enfrentado uma prisão anterior por furto. No entanto, a reincidência em descumprir as medidas cautelares, como a falta de relatório médico e o uso de documento falso, levaram o Ministério Público do Rio de Janeiro a solicitar uma nova prisão. O juiz acatou os argumentos, enfatizando que a liberdade do réu representava um risco à ordem pública.
Com a decisão, Mendes retorna ao cárcere, enquanto sua defesa planeja recorrer. A situação levanta questionamentos sobre a eficácia das medidas cautelares e a responsabilidade de líderes empresariais em manter condutas éticas. Além disso, a Hurb, a empresa que ele co-fundou, enfrenta uma crise significativa após pedidos de recuperação judicial e insatisfação de clientes.

