Justiça espanhola arquiva investigação sobre spyware israelense Pegasus

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

A Suprema Corte da Espanha decidiu arquivar novamente a investigação sobre o uso do software Pegasus, desenvolvido por uma empresa israelense, que visava as comunicações de ministros espanhóis, incluindo o primeiro-ministro, Pedro Sánchez. O juiz responsável pelo caso destacou a crônica falta de cooperação das autoridades israelenses, que comprometeu a confiança entre os dois países. A investigação foi iniciada em maio de 2022, após a confirmação de que os telefones de altos funcionários foram infectados com o spyware no ano anterior.

O uso do Pegasus, que segundo seu fabricante, a NSO Group, é destinado exclusivamente a agências governamentais, levantou sérias preocupações sobre a segurança e privacidade de líderes políticos. Além do primeiro-ministro, outros ministros, como o da Defesa e o da Agricultura, também tiveram seus dispositivos comprometidos. A falta de resposta da Israel tem sido um obstáculo significativo para o andamento do processo, evidenciando tensões nas relações internacionais.

O arquivamento contínuo deste caso pode ter implicações profundas na abordagem da Espanha em relação à segurança cibernética e à proteção de dados pessoais de seus líderes. A decisão não apenas reflete a dificuldade em obter cooperação internacional em casos de espionagem, mas também levanta questões sobre a responsabilidade das empresas que desenvolvem tecnologias de vigilância. O futuro da investigação permanece incerto, dependendo da disposição das autoridades israelenses em colaborar.

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