Durante um evento em Paris, a chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, destacou que as mudanças nas relações transatlânticas são estruturais e não temporárias. Ela enfatizou a necessidade de o bloco europeu aumentar seus investimentos em defesa para se adaptar a essa nova realidade. A mensagem foi reforçada por Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca, que declarou que a ordem mundial como a conhecemos chegou ao fim.
No evento, também esteve presente Jens-Frederik Nielsen, primeiro-ministro da Groenlândia, que compartilhou a preocupação com as implicações dessa nova dinâmica global. A discussão refletiu a insegurança crescente no cenário internacional e a necessidade de uma resposta unificada da Europa. Os líderes enfatizaram que a resposta deve ir além de palavras e se traduzir em ações concretas de fortalecimento defensivo.
À medida que a Europa enfrenta esses desafios, as declarações de Kallas e Frederiksen indicam uma mudança no enfoque político e militar do continente. A urgência em adaptar-se a essa nova ordem global pode levar a uma reavaliação das prioridades de segurança na região. O futuro das relações transatlânticas e a coesão da União Europeia dependerão, em grande parte, da capacidade do bloco de se adaptar a essas novas realidades.

