Khamenei acusa manifestantes de agir a serviço dos EUA e ameaça Trump

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Em meio a uma onda de protestos desencadeados por uma crise inflacionária, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, acusou manifestantes de estarem a serviço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em suas declarações, Khamenei chamou os protestos de vandalismo e alertou que não tolerará ações que ameacem a República Islâmica. Ele pediu a Trump que se concentre nas questões internas dos EUA, advertindo que o povo iraniano permanecerá unido contra os inimigos do país.

Os protestos começaram em 28 de dezembro e foram exacerbados pela desvalorização do rial, que atingiu níveis alarmantes. Apesar da repressão severa, incluindo o bloqueio de comunicações, os manifestantes continuam a se mobilizar, clamando por liberdade e denunciando o governo. As autoridades iranianas responderam com força letal, resultando em um número significativo de mortos e detidos, o que levanta preocupações sobre a violação dos direitos humanos no país.

As declarações de Khamenei e as ameaças de Trump indicam um aumento das tensões entre o Irã e os Estados Unidos, colocando o regime iraniano em uma posição vulnerável. Enquanto isso, o príncipe herdeiro exilado, Reza Pahlavi, convocou a população a resistir e pediu apoio internacional. A situação continua a evoluir, e o futuro do regime iraniano parece incerto à medida que os protestos ganham força e a repressão se intensifica.

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