Kiev enfrenta apagão e falta de calefação após ataques russos

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, anunciou nesta quarta-feira (21) que cerca de 4 mil edifícios em Kiev estão sem calefação e 60% da capital continua sem eletricidade devido a ataques recentes da Rússia. A população enfrenta temperaturas que variam entre -7 e -15 ºC, em meio a um inverno rigoroso. Essa situação se agrava a cada bombardeio contra as infraestruturas energéticas do país.

Os ataques russos têm como alvo não apenas as instalações energéticas, mas também a vida cotidiana dos cidadãos ucranianos, que se veem às escuras e sem aquecimento. Zelensky também mencionou que as regiões de Sumy, Chernihiv, Dnipro e Kharkiv enfrentam condições complicadas semelhantes. A Alemanha, em resposta, classificou os ataques como crimes de guerra, acusando o presidente russo de usar o frio como uma arma contra a população civil.

Diante da situação, o prefeito de Kiev, Vitali Klichkó, havia recomendado anteriormente que os moradores abandonassem temporariamente a cidade após uma série de bombardeios que danificaram serviços essenciais. Embora alguns serviços tenham sido restaurados, os novos ataques durante a madrugada de terça-feira resultaram em mais cortes de água e eletricidade. A continuidade dessa crise humanitária levanta preocupações sobre a segurança e o bem-estar da população ucraniana durante o inverno.

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