Em um forte apelo à contenção, os líderes da França, Alemanha e Reino Unido manifestaram, em 9 de janeiro, sua indignação perante a violência contra manifestantes no Irã. Emmanuel Macron, Friedrich Merz e Keir Starmer uniram-se em um comunicado conjunto, no qual condenam o que chamam de ‘assassinato’ de cidadãos iranianos e exigem que o regime respeite os direitos fundamentais e as liberdades de expressão.
Os três líderes expressaram preocupação sobre os relatos de repressão violenta por parte das forças de segurança iranianas, que resultaram em, pelo menos, 51 mortes desde o início dos protestos em 28 de dezembro. As autoridades locais, em resposta aos crescentes protestos, têm restringido o acesso à internet, dificultando a comunicação e a organização dos manifestantes. A ONG Iran Human Rights, que monitora a situação, alertou que o número de mortos pode ser ainda maior do que os registrados oficialmente.
A advertência do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, de que o país não recuará diante da onda de protestos, levanta questões sobre a continuidade da violência e a resposta internacional. À medida que a pressão internacional aumenta, as consequências para o regime iraniano podem se intensificar, especialmente se a comunidade global continuar a exigir respeito aos direitos humanos e à liberdade de expressão no país.

