A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que vários líderes europeus desejam a rápida implementação do acordo comercial com o Mercosul, durante uma reunião em Bruxelas nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026. O Parlamento Europeu, entretanto, solicitou ao Tribunal de Justiça da União Europeia uma verificação da legalidade do acordo, resultando na suspensão do processo de ratificação por um ano e meio.
Apesar da suspensão, a Comissão Europeia pode aplicar provisoriamente o acordo com o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Ursula destacou que a aplicação só será viável após a aprovação formal por pelo menos um dos países do Mercosul. A questão foi levantada durante discussões, e há um forte interesse na implementação do acordo, segundo a líder europeia.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu a aplicação provisória, com apoio da maioria dos Estados-membros. Enquanto a Alemanha e a Espanha são favoráveis à rápida implementação, a França se opõe, citando preocupações com seu setor agrícola. A porta-voz do governo francês alertou que a imposição de uma implementação provisória poderia violar a democracia.

