Líderes groenlandeses rejeitam anexação americana e defendem autonomia

Laura Ferreira
Tempo: 1 min.

Os principais líderes políticos da Groenlândia, representando cinco partidos, emitiram uma declaração firme em 09 de janeiro, reiterando que o futuro da ilha não deve ser decidido por forças externas, especialmente após sugestões do presidente dos Estados Unidos sobre o uso da força militar para anexar o território. Eles afirmaram categoricamente que ‘não queremos ser americanos’, destacando a importância da autodeterminação dos groenlandeses.

A declaração, assinada pelo primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen e outros líderes, enfatiza que a Groenlândia é um território autônomo da Dinamarca, governado por seu próprio Estatuto de Autonomia. Os líderes políticos pediram respeito ao direito internacional e afirmaram que a Groenlândia continuará a colaborar com os Estados Unidos, mas sem abrir mão de sua soberania e identidade.

Este pronunciamento ocorre em um contexto de crescente tensão, onde declarações do presidente Trump levantaram preocupações sobre a segurança e a autonomia da Groenlândia. Os líderes groenlandeses insistem na importância de um diálogo baseado na diplomacia e nos princípios internacionais, ao mesmo tempo em que buscam garantir a segurança e o futuro do seu povo.

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