O Banco Central do Brasil determinou a liquidação do Banco Master em novembro de 2025, destacando que a instituição representava apenas 0,57% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional, o que indicava um impacto sistêmico limitado. No entanto, operações da Polícia Federal levantaram suspeitas de fraudes significativas na venda de fundos, expondo vulnerabilidades na fiscalização de instituições financeiras que operam fora do sistema bancário tradicional.
A crise não apenas trouxe à tona as fragilidades na estrutura da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que supervisiona R$ 16,7 trilhões em ativos, mas também revelou a necessidade de uma revisão nas práticas de auditoria e na gestão de fundos de pensão que investiram no banco. O caso Master serve como um alerta sobre a diferença entre regulação e supervisão efetiva, ressaltando que a falta de recursos humanos e a segmentação das regulações podem comprometer a integridade do sistema financeiro.
Analistas afirmam que, enquanto o impacto atual da liquidação não é sistêmico, a falta de uma supervisão robusta pode levar a uma repetição de crises similares no futuro. A recuperação do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a pressão sobre as taxas de juros são algumas das consequências diretas dessa situação, que poderá afetar o custo do crédito no Brasil nos próximos anos. Para restaurar a confiança no sistema financeiro, é imperativo que as autoridades adotem medidas proativas de fiscalização e reformulem as estruturas regulatórias existentes.

