Na quarta-feira, 21 de janeiro, o Banco Central do Brasil anunciou a liquidação extrajudicial do Will Bank, impactando diretamente seus clientes. Com a decisão, todas as operações financeiras da instituição foram paralisadas, o que inclui a movimentação de salários e outras transações. Clientes que tinham conta-salário na instituição não poderão acessar seus depósitos imediatamente, gerando incertezas financeiras.
O bloqueio das contas significa que, além de não poderem movimentar seus salários, os clientes ainda são responsáveis por cumprir suas obrigações financeiras, como pagamentos de cartões de crédito e empréstimos. Embora o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) atue como um mecanismo de proteção, os valores ressarcidos estão limitados a R$ 250 mil e o processo pode ser demorado. Clientes devem solicitar a devolução dos valores, o que exige trâmites específicos e pode variar entre pessoas físicas e jurídicas.
As implicações da liquidação do Will Bank são significativas, pois não apenas bloqueia o acesso a depósitos atuais, mas também impede que novos salários sejam creditados. As dificuldades financeiras podem levar a atrasos em pagamentos, resultando em encargos adicionais, a menos que os clientes comprovem que o bloqueio foi a causa do atraso. A situação reflete a instabilidade no setor financeiro e a necessidade de cautela ao lidar com instituições em dificuldades.

