Liquidação do Will Bank Levanta Questões sobre Financiamento de Fintechs

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O Will Bank, banco digital fundado em 2017, teve sua liquidação decretada pelo Banco Central no dia 21 de janeiro de 2026, após enfrentar uma série de dificuldades financeiras. A instituição, que oferecia serviços como conta corrente e empréstimos, estava sob regime especial devido à sua relação com o Banco Master, que também enfrentava problemas financeiros e regulatórios. Essa conexão inviabilizou tentativas de venda para o fundo árabe Mubadala, que estava disposto a investir R$ 3 bilhões no banco.

A liquidação do Will Bank acendeu um alerta sobre a fragilidade das fintechs no Brasil, que, embora cresçam rapidamente em base de clientes, enfrentam desafios significativos para monetizar seus serviços. Especialistas afirmam que a dependência do Will Bank em relação ao Banco Master foi um fator crucial para sua falência, ressaltando a importância de uma estrutura financeira sólida e independente para instituições digitais. A crise não apenas afeta os clientes do Will Bank, mas também levanta questões sobre a regulamentação do setor financeiro pelo Banco Central.

Com a liquidação, estima-se que entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões sejam retirados do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para ressarcir clientes. O caso do Will Bank, ligado à deterioração do Banco Master, tem gerado discussões sobre possíveis mudanças na estrutura do FGC e sua capacidade de resposta em crises financeiras. Assim, a situação do Will Bank não apenas destaca os riscos envolvidos na operação de fintechs, mas também provoca um debate mais amplo sobre a supervisão do sistema financeiro no Brasil.

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