Liquidação do Will Bank pressiona Fundo Garantidor de Crédito em R$ 6,5 bilhões

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Em 21 de janeiro de 2026, o Banco Central do Brasil anunciou a liquidação extrajudicial do Will Bank, uma decisão tomada após o não cumprimento de obrigações financeiras com a Mastercard. A instituição, que operava sob a Will Financeira, não conseguiu encontrar um comprador e, portanto, não apresentava mais condições de operação. Esse cenário culminou na exclusão da entidade do mercado financeiro, gerando preocupações acerca das consequências para o sistema bancário.

A liquidação do Will Bank pode resultar em uma pressão significativa sobre o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que terá que arcar com os R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo que a instituição possuía. Esses valores, relacionados a Certificados de Depósito Bancário (CDBs), são garantidos pelo FGC até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. A situação exige uma análise detalhada sobre a distribuição dos depósitos e o impacto financeiro que isso terá para o fundo, que já enfrenta desafios com outras liquidações.

Com a determinação de liquidação, os bens dos controladores e ex-administradores do Will Bank se tornaram indisponíveis, conforme a legislação vigente. O futuro do FGC pode ser afetado à medida que se busca entender a extensão dos compromissos financeiros do Will Bank e como isso moldará as operações do fundo. O desenrolar dessa situação será crucial para a confiança dos investidores e a estabilidade do sistema financeiro brasileiro.

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