Em 9 de janeiro de 2026, o presidente francês Emmanuel Macron manifestou sua oposição ao acordo entre a União Europeia e o Mercosul, após intensos protestos de agricultores em Paris. Ele criticou o pacto por oferecer benefícios econômicos “limitados” à Europa e por potencialmente ameaçar a soberania alimentar, um ponto sensível para os produtores locais.
O acordo, que visa permitir a exportação de produtos europeus para a América do Sul, tem sido alvo de críticas de Macron, que busca preservar sua base política antes das eleições de 2027. Com sua popularidade em declínio e enfrentando uma oposição crescente, ele se vê pressionado a agir em defesa dos interesses agrícolas franceses, especialmente após protestos que bloquearam ruas em Paris e geraram tensões com o governo.
As repercussões da decisão de Macron podem ser significativas, com a possibilidade de moções de censura sendo apresentadas na Assembleia Nacional. A situação reflete não apenas a fragilidade do governo, mas também um aumento da polarização política na França, onde partidos de extrema direita e esquerda aproveitam a oportunidade para criticar a administração e questionar a defesa dos interesses nacionais.

