Maduro se declara inocente e ‘prisioneiro de guerra’ em audiência nos EUA

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, compareceu a uma audiência no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York, nesta segunda-feira (5), onde refutou as acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. Durante sua declaração, Maduro se autoqualificou como um ‘prisioneiro de guerra’ e afirmou ser um ‘homem decente’, reiterando sua inocência diante do juiz Alvin Hellerstein. Ele também alegou que foi sequestrado por militares dos Estados Unidos, que, segundo ele, buscam apropriar-se dos recursos naturais da Venezuela.

O governo dos EUA acusa Maduro e outros membros de sua administração de facilitar o transporte de grandes quantidades de cocaína para o país, com a corrupção gerada pelo narcotráfico. Contudo, especialistas questionam a veracidade das provas apresentadas, apontando que a Venezuela não é um produtor significativo de cocaína. Maduro e sua esposa, Cíilia Flores, estão detidos no Centro Metropolitano de Detenção e foram acompanhados por advogados durante a audiência, que teve duração de pouco mais de meia hora.

Após a audiência, a defesa de Maduro não anunciou planos imediatos para solicitar sua libertação sob fiança, mas não descartou essa possibilidade no futuro. O juiz Hellerstein agendou nova audiência para o dia 17 de março, enquanto grupos de apoio e protesto se reuniram em frente ao centro de detenção, evidenciando a divisão de opiniões sobre o caso. O desdobramento dessa situação poderá impactar as relações diplomáticas entre a Venezuela e os Estados Unidos, além de influenciar a política interna venezuelana.

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