Lara Feigel, em seu livro “Custody: The Secret History of Mothers”, investiga a complexa questão das batalhas de custódia infantil, ancorando sua análise em sua própria vivência. A narrativa é permeada por relatos de dor, desde mães e filhos separados até adultos que carregam traumas de infância, refletindo um ciclo de sofrimento que se perpetua. Feigel tece histórias que vão do passado ao presente, incluindo a de George Sand, uma escritora francesa que enfrenta a ansiedade de lutar por seus filhos em um tribunal.
A obra se destaca por seu apurado levantamento histórico e pela sinceridade emocional, embora a autora encontre dificuldades em unificar os diversos relatos de angústia que compõem o livro. Ao abordar experiências pessoais e coletivas, Feigel provoca uma reflexão sobre a persistência dos conflitos familiares e as injustiças enfrentadas por mulheres ao longo da história. O ambiente de separação familiar é retratado de maneira visceral, evidenciando um tema universal que ressoa com muitas pessoas até hoje.
As implicações do relato de Feigel vão além da esfera pessoal, destacando a necessidade de uma discussão mais ampla sobre os direitos das mães em casos de custódia. A obra não apenas revisita o passado, mas também sugere a urgência de mudanças nas percepções sociais e legais sobre a maternidade e a custódia. Assim, o trabalho de Feigel se torna uma contribuição significativa para o debate contemporâneo sobre a luta das mulheres por seus filhos e a justiça nas relações familiares.

