María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela, surpreendeu o mundo ao entregar sua medalha do Nobel da Paz ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Oslo, no dia 15 de janeiro. O ato gerou reações de incredulidade na Noruega, onde políticos e representantes do Comitê Nobel expressaram descontentamento, afirmando que o prêmio não pode ser transferido ou compartilhado. A iniciativa da oposicionista ocorre em um contexto delicado, após meses de campanha de Trump para receber o prêmio em 2025.
O Centro Nobel da Paz e o Comitê Nobel Norueguês reiteraram que, embora uma medalha possa mudar de dono, o título de laureado é intransferível. Reações de líderes políticos noruegueses, como Kirsti Bergsto e Trygve Slagsvold Vedum, destacaram a inadequação do gesto, considerando-o um absurdo e uma tentativa de Trump de se apropriar do trabalho de outros. Além disso, a situação foi vista como prejudicial à reputação do Nobel da Paz, com críticas de que a premiação se tornou excessivamente politizada.
O futuro político de María Corina Machado é incerto, especialmente após a captura de Nicolás Maduro e as tensões entre os Estados Unidos e a liderança venezuelana. Durante a entrega da medalha, Machado elogiou Trump por seu compromisso com a liberdade do povo venezuelano, mas a aceitação do prêmio por Trump gerou mais controvérsia. Assim, o desdobramento dessa relação poderá influenciar tanto a trajetória de Machado quanto a percepção pública sobre o Nobel da Paz.

