Durante o Fórum Econômico Mundial de 2026, o primeiro-ministro canadense Mark Carney enfatizou a importância de a União Europeia unir forças com países como Canadá e Japão para enfrentar as crescentes ameaças de potências predatórias. Carney descreveu a atual situação das relações internacionais como uma ruptura, destacando a necessidade de formar coalizões que defendam princípios como integridade territorial, liberdade de comércio e direitos humanos.
A análise de Carney sugere que países de médio porte, tanto na Europa quanto na América do Norte, devem adotar uma estratégia de diversificação em suas cadeias comerciais. Ele citou exemplos práticos, como a abertura do mercado canadense para veículos elétricos da China, como uma forma de mitigar os impactos das tarifas impostas pela administração Trump sobre produtos canadenses. Esta abordagem visa não apenas proteger os interesses econômicos, mas também reafirmar os valores democráticos em um mundo em transformação.
As implicações dessa análise são significativas, uma vez que a Europa enfrenta desafios geopolíticos cada vez mais complexos. A colaboração entre países de valores semelhantes pode fortalecer a posição da UE no cenário internacional, promovendo uma resposta mais coesa às tentativas de coercão. A necessidade de adaptação e união se torna clara à medida que as dinâmicas de poder global continuam a evoluir.

