Mercado de GLP-1 deve alcançar US$ 160 bilhões até 2030 no Brasil

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

O mercado de medicamentos GLP-1 no Brasil está prestes a passar por uma transformação significativa, com a previsão de crescimento para US$ 160 bilhões até 2030. A expiração da patente da semaglutida, programada para março deste ano, permitirá a entrada de genéricos, semelhante ao que já ocorre nos Estados Unidos. Esse movimento pode impactar diretamente a saúde financeira de várias farmacêuticas que atuam no Brasil.

O relatório do Itaú BBA destaca que o mercado brasileiro de GLP-1 já é multibilionário, estimado em aproximadamente R$ 10 bilhões. A previsão é de que os novos medicamentos contribuam para um aumento substancial nas receitas das empresas do setor, como a RD Saúde, Pague Menos e Panvel, que poderiam ver suas participações no mercado crescer de 8% para até 20% até 2030. Além disso, a alteração no apetite promovida pelos GLP-1 deve influenciar também os hábitos alimentares da população, afetando a demanda por certos produtos.

Os analistas acreditam que, com a introdução dos genéricos, os preços dos medicamentos cairão, facilitando o acesso a um maior número de consumidores. Essa mudança pode impulsionar o Brasil a se tornar um mercado-chave global para os GLP-1, especialmente considerando a alta prevalência de obesidade no país. No entanto, incertezas sobre a magnitude final dessa oportunidade permanecem, exigindo atenção contínua ao desenvolvimento do setor.

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