O ex-presidente Michel Temer destacou a necessidade de o Brasil superar seu passado turbulento em entrevista recente, afirmando que as próximas eleições podem ser um divisor de águas na polarização política do país. Ele recordou a crise enfrentada durante seu governo, marcada por investigações de corrupção e a cassação da então presidente Dilma Rousseff, e enfatizou que a rejeição ao radicalismo deve ser uma prioridade para as autoridades. Para Temer, que se referiu a sua prisão como um ‘sequestro’, o país precisa se libertar das divisões e focar em propostas concretas para o futuro.
Na entrevista, ele criticou a atual polarização política, que considera prejudicial ao debate de ideias, e sugeriu que a oposição deveria apresentar projetos em vez de simplesmente atacar adversários. Temer mencionou o papel do MDB e a necessidade de uma candidatura que represente um programa coeso para unir diferentes correntes políticas. Ele também abordou a importância de um diálogo eficaz entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para evitar conflitos desnecessários e promover a pacificação.
Por fim, Temer manifestou sua preocupação com a retórica hostil presente na política atual, afirmando que isso cria instabilidade. Ele defendeu que um pacto republicano entre os poderes é essencial para garantir um futuro mais harmonioso para o Brasil. A entrevista, publicada na revista VEJA, reflete suas visões sobre a política brasileira e os desafios que o país enfrenta ao se aproximar das eleições de outubro.

