Michelle Bolsonaro classifica ato político como ‘evento conduzido por Deus’

Bianca Almeida
Tempo: 1 min.

No último domingo (25), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro surpreendeu ao participar de um ato político em Brasília, onde descreveu a manifestação como um “evento conduzido por Deus”. O ato, organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira, reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e incluiu críticas ao Supremo Tribunal Federal. Essa abordagem religiosa em disputas políticas é uma característica marcante do bolsonarismo mais radical.

Ao atribuir um caráter divino ao evento, Michelle reforçou a narrativa de que seu grupo estaria em uma “missão sagrada”. Essa retórica, segundo especialistas, visa não apenas mobilizar apoiadores, mas também deslegitimar o contraditório, transformando adversários políticos em inimigos morais. Esse tipo de discurso pode exacerbar a polarização e dificultar o diálogo democrático.

Analistas alertam que essa instrumentalização da fé na política representa um risco à democracia. Ao se posicionar como um grupo divino, o bolsonarismo radical pode rejeitar limites institucionais, desafiando decisões judiciais e normas democráticas. O evento destaca a preocupação com a confusão entre religião e política, que pode ameaçar os princípios básicos da convivência democrática em um Estado laico.

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