A Microsoft confirmou a entrega de chaves de recuperação do BitLocker ao FBI, permitindo o acesso a dados criptografados de laptops apreendidos na investigação de fraude em Guam. A solicitação foi feita após o recebimento de um mandado judicial, refletindo a cooperação da empresa com as autoridades americanas em casos legais. Este incidente destaca a vulnerabilidade de dados criptografados quando as chaves são armazenadas na nuvem.
A tecnologia BitLocker, que protege dados em dispositivos Windows, armazena chaves de recuperação na nuvem, possibilitando o acesso por autoridades mediante ordem judicial. Especialistas em segurança alertam que essa prática pode expor os usuários a riscos, caso a infraestrutura da Microsoft sofra ataques cibernéticos. A Microsoft, por sua vez, enfatiza que os clientes têm a opção de armazenar suas chaves localmente, sem depender da nuvem.
O caso reacende o debate sobre privacidade em tecnologia, em comparação com a postura da Apple, que se recusou a desbloquear dispositivos por ordem do FBI em 2016. Embora a Microsoft cumpra determinações legais, o incidente evidencia que dados criptografados podem ser acessados por autoridades, levantando a necessidade de os usuários reconsiderarem suas configurações de segurança e privacidade ao utilizar serviços em nuvem.

