Na quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, tropas de diversos países europeus desembarcaram na Groenlândia, com o intuito de enfrentar as ameaças dos Estados Unidos sobre o controle do território. A operação, chamada “Arctic Endurance”, conta com a participação de França, Suécia, Alemanha, Noruega e Países Baixos, além da Dinamarca, com a missão prevista para durar até sábado.
A Groenlândia, que possui autonomia, ainda está sob soberania dinamarquesa e é protegida pela Otan. O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou o envio de reforços, enquanto o Ministério da Defesa alemão destacou a importância da missão para garantir segurança na região, citando ameaças russas e chinesas. Apesar de não contar com um número significativo de tropas, a presença militar tem grande simbolismo no contexto das tensões geopolíticas atuais.
As movimentações coincidem com conversas diplomáticas entre autoridades dinamarquesas, groenlandesas e representantes dos EUA, que discutem o futuro da região ártica. A ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, declarou que o território busca ampliar sua cooperação com Washington, mas não aceita controle americano. Este cenário reflete a crescente complexidade da geopolítica no Ártico, onde os interesses de diversas nações se entrelaçam.

