O comentarista de Carnaval Milton Cunha, aos 63 anos, participou recentemente do programa semanal da coluna GENTE, onde explorou temas que vão desde a influência dos bicheiros no samba até críticas sobre a chegada de Virginia Fonseca como rainha de bateria. Com uma sólida formação acadêmica e uma carreira na TV Globo, Cunha se posiciona como uma voz provocativa e informada, sempre pronta para debater questões culturais e sociais que envolvem o Carnaval.
Durante a entrevista, Cunha não hesitou em criticar a ideia de progresso associada ao modelo de casamento heterossexual e a relação com a cultura amazônica. Ele chamou atenção para a necessidade de reconhecer o saber local e a ancestralidade na prática do samba, enfatizando que o verdadeiro valor cultural vai além da mera imitação. Essas reflexões revelam sua preocupação com a autenticidade e a representatividade no cenário atual do Carnaval.
As declarações de Cunha têm implicações significativas para o futuro do samba e sua conexão com questões sociais e políticas. A discussão sobre a presença de novos personagens no universo do Carnaval, como os bicheiros e a participação de mulheres negras em posições de liderança, pode redefinir o caminho da tradição carnavalesca. Assim, sua participação no programa não apenas entretém, mas também instiga um debate necessário sobre a evolução cultural do Brasil.

