Os contratos de minidólar (WDOG26), com vencimento em fevereiro, fecharam a última sessão em 5.456 pontos, marcando uma queda de 1,14%. O início de 2026 trouxe um dólar em declínio no Brasil, refletindo um ambiente de baixa liquidez e influenciado por um otimismo nos mercados internacionais, além da expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve ao longo do ano. Essa combinação de fatores contribuiu para um cenário desafiador para a moeda americana, que encerrou 2025 com uma queda superior a 11% em relação ao real.
O ambiente econômico brasileiro apresenta um carry trade atrativo, mesmo com a ligeira baixa nos preços do petróleo e do minério de ferro. Com a Selic mantida em 15% e a expectativa de cortes apenas a partir de março, os traders se preparam para um início de ano com ajustes moderados e menor volume de operações. O desempenho do minidólar também reflete a necessidade de uma entrada consistente de volume comprador para reverter o viés negativo e romper resistências significativas.
Ao observar os gráficos técnicos, o minidólar continua a mostrar pressão vendedora no curto prazo, com a possibilidade de novas baixas caso os suportes não se mantenham. A superação da resistência em 5.508/5.567 pontos seria crucial para uma recuperação significativa. Com a volatilidade esperada nos próximos dias, a atenção dos investidores se volta para a evolução das condições econômicas e para as decisões do Federal Reserve que podem impactar o mercado de câmbio.

