A força-tarefa do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil iniciou uma nova investigação relacionada ao São Paulo Futebol Clube. O inquérito busca apurar alegações de cobranças irregulares a concessionários que operam nas instalações do clube, com foco em taxas que podem chegar a até 20% sobre o faturamento bruto das empresas.
O ex-diretor social, conhecido como Dedé, é uma das principais figuras investigadas, especialmente após a divulgação de um áudio em que discute as taxas e a questão do controle dos pagamentos por cartão de crédito, que, segundo ele, seriam direcionados ao clube. A situação é ainda mais complicada com a retirada das máquinas de cartão dos estabelecimentos, o que pode indicar irregularidades no funcionamento das concessões em áreas como a Praça de Alimentação Julio Casares.
Enquanto as investigações prosseguem, o São Paulo Futebol Clube contratou empresas de compliance para realizar auditorias independentes. Essa medida visa restaurar a confiança e a transparência após um período conturbado, especialmente com a saída de figuras-chave da gestão anterior e as repercussões do pedido de impeachment do ex-presidente Júlio Casares, que renunciou antes da votação.

