O Ministério Público de São Paulo ingressou com uma ação civil pública contra o Shopping Pátio Higienópolis, localizado na capital paulista, devido a um episódio de racismo envolvendo seguranças do centro comercial e três adolescentes negros. O incidente ocorreu em abril do ano passado, quando dois alunos de uma escola local foram abordados por seguranças enquanto almoçavam com amigos, levantando preocupações sobre discriminação racial.
Após a investigação, foi elaborado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que não foi assinado pelo shopping. O Ministério Público busca a ampliação do núcleo social do shopping, com a presença de assistentes sociais e psicólogos, além de exigir que apenas essa equipe possa abordar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Também é solicitado o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a contratação de consultoria especializada em combate ao racismo.
Em resposta à ação, o Shopping Pátio Higienópolis afirmou que desconhece os termos do processo e se manifestará nos autos quando for notificado. O desfecho deste caso pode ter implicações significativas para a abordagem de questões raciais em espaços públicos e para a responsabilidade das instituições em garantir um ambiente seguro e respeitoso para todos os frequentadores.

