O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), manifestou sua oposição à liquidação do Banco Master, realizada pelo Banco Central em novembro de 2025. Sem formação em economia, Jhonatan, que foi deputado federal por Roraima, assumiu o cargo no TCU em março de 2023, após aprovação no Congresso Nacional, com apoio de lideranças do Centrão, incluindo Arthur Lira.
Em sua recente declaração, o ministro criticou a liquidação, referindo-se a ela como uma “exposição sintética de cronologia sem provas documentais” e requereu uma inspeção do Banco Central para investigar o crescimento do Banco Master desde 2019. Ele busca entender a atuação da autoridade monetária e avaliar se os ativos da instituição financeira podem ser preservados, o que poderia reverter a liquidação.
A posição de Jhonatan de Jesus provocou reações imediatas, levando o Banco Central a recorrer contra a decisão de inspeção do TCU, argumentando que apenas decisões colegiadas podem autorizar tais ações. Essa disputa entre o TCU e o Banco Central destaca tensões sobre a supervisão e a regulação das instituições financeiras no Brasil, com implicações significativas para a governança econômica do país.

