Neste domingo (4), o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou que muitos membros da equipe de segurança de Nicolás Maduro foram mortos ‘a sangue frio’ durante um ataque militar realizado pelos Estados Unidos no dia anterior, que resultou na captura do presidente. A declaração foi feita em um vídeo, onde Padrino, acompanhado por oficiais das Forças Armadas, lamentou a perda de ‘soldados, soldadas e cidadãos inocentes’.
O ataque em Caracas, que incluiu várias explosões, culminou com a detenção de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por forças de elite norte-americanas, sendo ambos levados para Nova York. O ministro rechaçou a intervenção americana e exigiu a libertação de Maduro, que enfrenta acusações de narcoterrorismo. Esta ação é vista como parte de uma estratégia geopolítica dos EUA para isolar a Venezuela de aliados como China e Rússia.
A intervenção dos Estados Unidos na Venezuela revive preocupações sobre um padrão de intervenções diretas na América Latina, com o último episódio semelhante ocorrendo em 1989 no Panamá. Críticos argumentam que essa ação visa também obter maior controle sobre as vastas reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo. O governo americano já havia oferecido recompensas por informações sobre Maduro, sinalizando a importância geopolítica da região.

