Ministros e secretários que pretendem concorrer nas eleições de 2026 devem se afastar de seus cargos até 4 de abril, conforme estipula a Lei Complementar 64/1990. Essa legislação visa evitar abusos de poder político ou econômico nas disputas eleitorais, garantindo que os recursos governamentais não sejam utilizados em benefício próprio durante a campanha.
A expectativa é que, ao menos, 20 ministros do governo Lula deixem suas funções para se candidatar a cargos eletivos, como o Senado e a Câmara dos Deputados. Entre os principais nomes estão Rui Costa, ministro da Casa Civil, que concorrerá ao Senado pela Bahia, e outros ministros cotados para diferentes funções em seus estados. As exonerações ocorrerão gradualmente, enquanto o presidente busca manter a continuidade administrativa.
Esse movimento de desincompatibilização não se restringe apenas ao governo federal, mas se estende também aos secretários estaduais, que devem renunciar a seus cargos para se candidatar às assembleias legislativas ou à Câmara dos Deputados. Assim, a dinâmica política se intensifica na Bahia, onde diversos secretários se preparam para novas disputas, refletindo um cenário eleitoral que promete ser competitivo e estratégico.

