A agência de classificação de risco Moody’s anunciou que os efeitos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia sobre o crédito soberano do Brasil devem ser limitados no curto prazo, com crescimento econômico modesto esperado. O relatório destaca, no entanto, benefícios estruturais importantes, como a diversificação das exportações e o aumento do investimento estrangeiro, especialmente em setores como agronegócio e energia renovável.
Moody’s observou que o Brasil está bem posicionado para se beneficiar do acordo, dado seu perfil exportador. Em 2024, a União Europeia representou cerca de 16% do comércio total do Mercosul, com o Brasil exportando principalmente produtos agrícolas. A eliminação gradual das tarifas elevadas sobre bens europeus, que podem chegar a 35%, deve aumentar a competitividade e eficiência na região.
Entretanto, a implementação do acordo enfrentará desafios, incluindo a ratificação política, que pode levar anos. Apesar das exigências ambientais do pacto, a análise da Moody’s indica que o acordo pode melhorar o ambiente de crescimento no Brasil, embora os impactos fiscais e macroeconômicos mais imediatos sejam limitados.

