O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro deve cumprir sua pena em uma sala no batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como ‘Papudinha’. Essa determinação foi tomada em resposta a pedidos de aliados, que consideram o local uma opção mais confortável do que a Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro estava preso desde novembro. Moraes enfatizou que, apesar das melhorias, isso não deve ser visto como uma estadia hoteleira.
Na decisão, Moraes autorizou que Bolsonaro receba assistência religiosa e participe de um programa que permite a redução da pena por meio da leitura. No entanto, o pedido de acesso a uma televisão com internet foi negado. O ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, enfrenta críticas sobre as condições de sua detenção, que incluem reclamações sobre barulhos e limitações de conforto na Superintendência.
A mudança para o batalhão, que abriga outros ex-integrantes do governo anterior, é vista como um avanço, mas ainda insuficiente para aliados que pedem a prisão domiciliar devido à saúde de Bolsonaro. A situação revela tensões dentro do entorno do ex-presidente, que busca melhores condições durante o cumprimento da pena. Moraes, por sua vez, reafirma que a gravidade dos crimes cometidos não pode ser minimizada por questões de conforto na detenção.

