Na noite de quinta-feira, 15, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, declarou que já havia ‘feito o que tinha que fazer’ em relação à decisão que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro. A afirmação foi feita durante a cerimônia de colação de grau da 194.ª turma da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde Moraes atuou como paraninfo. A nova instalação, chamada Papudinha, oferece ao ex-presidente condições consideradas ‘ainda mais favoráveis’.
Moraes ressaltou que, apesar das reclamações de Bolsonaro e de sua família sobre as condições na sede da Polícia Federal, as queixas não se aplicam à realidade dos demais presos no país. O ex-presidente se queixava, entre outras coisas, do barulho e da alimentação na superintendência. A decisão de transferi-lo para um espaço exclusivo foi vista como uma tentativa de atender suas demandas, embora o ministro tenha enfatizado que essas condições não são comuns à vasta maioria dos detentos.
A fala de Moraes, embora não mencionasse diretamente Bolsonaro, gerou interpretações entre os presentes, que reagiram com aplausos. Essa situação levanta questões sobre as desigualdades no sistema prisional brasileiro, onde o ex-presidente terá um tratamento diferenciado em relação aos demais encarcerados. A reação do público ao discurso do ministro indica um forte interesse nas implicações políticas dessa movimentação e na forma como o sistema de justiça lida com figuras públicas.

