Moraes mantém prisão de Domingos Brazão por mandado de assassinato de Marielle

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, nesta quinta-feira (8), manter a prisão preventiva de Domingos Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018. Além do homicídio, Brazão enfrenta acusações relacionadas à organização criminosa armada, envolvendo também seu irmão, um deputado federal.

Moraes destacou que não houve novas evidências que justificassem a revogação da prisão preventiva. O ministro enfatizou a “periculosidade social” de Brazão, mencionando suas ligações com milícias e redes ilícitas no Rio de Janeiro. A Primeira Turma do STF já havia recebido a denúncia em junho de 2024, e o julgamento está agendado para ocorrer nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, em um processo que inclui outros réus e que já teve os executores do crime condenados.

Com a manutenção da prisão, o STF reafirma sua intenção de garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal em um caso que gerou grande repercussão nacional. As implicações do julgamento vão além do processo em si, pois envolvem questões de segurança pública e o combate à criminalidade organizada no estado do Rio de Janeiro. A defesa de Brazão não se manifestou até o momento, enquanto as investigações sobre obstrução da Justiça por parte de autoridades continuam em andamento.

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