Morte de 4 milhões de salmões na Tasmânia levanta questões sobre empresas

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Em 2025, pelo menos 4 milhões de salmões morreram prematuramente em fazendas de peixe na Tasmânia, conforme dados da Autoridade de Proteção Ambiental local. As taxas de mortalidade alarmantes foram atribuídas ao aumento das temperaturas do oceano, que se aproximaram de 18°C, afetando a saúde dos peixes. Durante os meses de novembro e dezembro, cerca de 500 mil salmões faleceram, exacerbando a crise na aquicultura da região.

Pesquisas científicas indicam que o salmão do Atlântico enfrenta sérios riscos quando exposto a temperaturas elevadas, resultando em água menos oxigenada, danos ao fígado e rins, diminuição do apetite e maior vulnerabilidade a doenças. Esses fatores têm gerado preocupações significativas entre ambientalistas e especialistas em bem-estar animal, que clamam por uma resposta adequada das autoridades. Com a crescente pressão climática, a situação levanta questões sobre as práticas de aquicultura e a necessidade de regulamentações mais rigorosas.

O elevado número de mortes de salmões gerou apelos para que as empresas sejam multadas sob as leis de bem-estar animal, sinalizando uma necessidade urgente de reformulação nas políticas de manejo. O incidente destaca a interconexão entre as mudanças climáticas e a saúde dos ecossistemas aquáticos, sugerindo que medidas proativas são essenciais para mitigar futuros desastres. A situação atual pode influenciar não apenas as operações de aquicultura, mas também as políticas ambientais na Tasmânia e além.

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