O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apresentou uma denúncia contra o ex-prefeito Marcelo Crivella e mais dez pessoas, acusando-os de improbidade administrativa no caso conhecido como ‘QG da Propina’. Os promotores exigem a devolução de R$ 32 milhões aos cofres públicos, alegando que Crivella liderou um esquema de corrupção em contratos municipais. O ex-prefeito, que atualmente é deputado federal, nega as irregularidades e defende sua inocência.
As investigações revelam que o esquema envolvia fraudes em licitações da prefeitura do Rio, com o uso de empresas de fachada e emissão de notas fiscais falsas. O foco principal do inquérito é um contrato de R$ 789 milhões firmado entre o Previ-Rio e o grupo Assim Saúde, que supostamente foi favorecido em licitações direcionadas ilegalmente. A denúncia destaca que Crivella tinha pleno conhecimento das ações de seus subordinados no esquema de corrupção.
Além de Crivella, o empresário Rafael Alves também é mencionado como um dos coordenadores do esquema, que teria desviado recursos públicos por meio de contratos fictícios. Embora Alves não tenha sido localizado para comentar, o MP-RJ estima que o grupo recebeu cerca de R$ 32 milhões em propinas. O desdobramento da análise judicial pode impactar as carreiras políticas dos envolvidos e a percepção pública sobre a corrupção na gestão municipal.

