Um relatório da Fitch Ratings revela que uma transformação nas políticas bancárias federais nos Estados Unidos resultou em um número crescente de fusões no setor. Essa mudança se deve, em parte, a uma expectativa de um ambiente regulatório mais favorável sob a administração Trump, assim como à revogação de restrições que estavam em vigor durante o governo Biden. A análise destaca que a aprovação de fusões, como a do Pacific Premier pelo Columbia Banking System, foi significativamente acelerada, passando de 15 meses para menos de quatro meses.
O relatório também menciona que, durante a administração Biden, houve uma intensificação do escrutínio sobre fusões bancárias, ampliando os critérios de avaliação. Entretanto, as novas diretrizes regulatórias, que devem ser implementadas até 2025, têm gerado um aumento no volume e na magnitude das transações. A Fitch observa que o mercado está aproveitando este momento, reconhecendo-o como uma janela de oportunidade que pode se fechar rapidamente com possíveis mudanças políticas futuras.
Além disso, o relatório da Fitch enfatiza a maior receptividade dos reguladores a novos pedidos de cartas bancárias, especialmente após a aprovação do GENIUS Act em julho de 2025, que estabeleceu normas para stablecoins. Com as expectativas de instabilidade regulatória, a Fitch acredita que o ritmo de fusões continuará elevado, refletindo as dinâmicas em constante mudança do setor financeiro norte-americano.

