Dois anos após o anúncio de medidas de segurança mais rigorosas nos presídios federais, as muralhas prometidas pelo governo permanecem incompletas na maior parte das unidades. O compromisso foi feito em fevereiro de 2024, após a fuga de dois detentos da Penitenciária Federal de Mossoró, localizada no Rio Grande do Norte.
Atualmente, dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais indicam que apenas a Penitenciária Federal de Brasília teve suas obras concluídas, com um investimento de R$ 30,7 milhões. As demais penitenciárias que estavam incluídas no plano de reforço, como as de Mossoró (RN), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR), acumulam atrasos e até interrupções nas obras, que, segundo os cronogramas mais recentes, podem ser finalizadas apenas em 2027.
A situação levanta preocupações sobre a segurança nas unidades prisionais e a eficácia das políticas públicas implementadas. Com apenas uma penitenciária finalizada, a continuidade das obras nas demais se torna uma questão crucial para a administração penitenciária e a segurança pública no Brasil. O cenário atual pode impactar a percepção da população sobre a capacidade do governo em garantir a segurança nas instituições prisionais.

