Mario López-Goicoechea compartilha sua história sobre como a música de Brian May, ouvida em um velho toca-fitas em Havana, acendeu uma chama de rebeldia durante sua juventude sob o regime de Fidel Castro. Crescendo na década de 1980, ele experimentou a opressão constante da política comunista, que se manifestava em discursos intermináveis e em uma vigilância social intensa. Tentou, sem sucesso, ingressar na Juventude Comunista, sendo rejeitado por não se mostrar suficientemente ‘combativo’.
O cenário em que viveu era marcado por repressão, com amigos sendo expulsos da universidade ou encarcerados por expressarem opiniões. A presença de familiares nas forças armadas e na polícia o obrigava a ter cautela, temendo por sua segurança e a deles. Apesar desse ambiente sufocante, ele sentia uma luta interna, uma resistência contra a conformidade imposta pelo regime.
A música, especialmente a de artistas como Brian May, simbolizava uma conexão com ideias de liberdade e individualidade. Essa nova perspectiva ajudou-o a questionar a ideologia que lhe fora ensinada, tornando-se um ponto crucial em sua jornada de autodescoberta. Assim, a canção não apenas inspirou um momento de rebelião, mas também plantou a semente de uma busca por mudanças e liberdade em sua vida.

