Neste domingo (25), uma tragédia marítima ocorreu perto da ilha grega de Icária, resultando na morte de uma mulher e uma criança. O naufrágio envolveu uma embarcação que transportava mais de 50 migrantes, dos quais cinquenta foram resgatados e estão recebendo assistência das autoridades locais. Contudo, três pessoas continuam desaparecidas, e a operação de resgate continua em andamento.
Icária, situada no norte do Mar Egeu, é uma das rotas frequentemente utilizadas por migrantes que buscam asilo na União Europeia, partindo principalmente da Turquia. Este incidente é um lembrete sombrio dos desafios e perigos enfrentados por aqueles que tentam atravessar o Mediterrâneo, uma região marcada por tragédias semelhantes. Em dezembro do ano passado, um naufrágio em Creta resultou na morte de 17 pessoas, evidenciando a gravidade da situação migratória na área.
De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, 107 migrantes morreram ou desapareceram em águas gregas no último ano. Além disso, desde 2014, cerca de 33.000 migrantes perderam a vida ou foram dados como desaparecidos no Mediterrâneo, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações. A persistência desses tragédias reforça a necessidade urgente de abordagens mais eficazes para a gestão das migrações e a proteção dos direitos humanos dos migrantes.

